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Como estudar com TDAH

Saiba como conviver com os sintomas da doença e não deixar que eles atrapalhem seu desempenho escolar.

22 de Junho

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Se você tem déficit de atenção e hiperatividade, estudar pode ser um desafio um pouco maior que os demais, mas, se você é leitor do nosso blog, já sabe que temos a solução para todos os seus perrengues na faculdade. Pensando em você que tem TDAH, ou conhece um amigo que tenha, criamos este artigo para te ensinar a hackear seu cérebro e melhorar de vez seu desempenho acadêmico.

O que é TDAH?

O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade é considerado comum, e o diagnóstico clínico deve ser feito por um psicólogo ou psiquiatra, já que o TDAH compreende pelo menos 18 sintomas relacionados à desatenção, hiperatividade e impulsividade. Entenda a doença, suas causas e tratamentos clicando aqui.

Não há cura para o TDAH, mas é possível conviver com o transtorno e driblar os efeitos negativos da dificuldade de concentração para a vida acadêmica. Já falamos aqui sobre os melhores métodos de estudo, mas neste artigo, queremos falar especialmente com você, que é portador do transtorno.

Pronto? Vamos lá!

Para se inspirar

Quem disse que não dá para se destacar no meio acadêmico se você tem déficit de atenção? A prova de que o TDAH não é um obstáculo invencível é a empresária Gladys Mariotto, que foi diagnosticada com o transtorno já na vida adulta. Após adiar o sonho de fazer faculdade por 19 anos, Gladys superou os desafios da doença e dificuldades familiares externas para retomar os estudos e se formar. Rapidamente ela percebeu que o método convencional de ensino e aprendizagem com apostilas recheadas de leituras e informações não funcionava para ela. Foi então que Gladys criou suas próprias técnicas de estudo, que a ajudaram a concluir a graduação, e enfim, decidiu compartilhá-las com outros estudantes publicando-as no livro "Já Entendi", e fundando uma empresa homônima. Hoje, ela é uma empreendedora de sucesso e já ganhou vários prêmios pela sua contribuição à educação.

Arrume o seu local de estudo

Para quem tem TDAH, estudar em um ambiente desorganizado pode ser uma grande distração. Para evitar que a bagunça externa leve seus pensamentos para outro lugar, escolha um local de estudos limpo e organizado, que dará ao seu cérebro a sensação de tranquilidade e ordem necessária para a concentração.

Se você vai estudar Matemática, tenha em mãos apenas os materiais necessários para essa matéria: livro de Matemática, caderno, régua, lápis e canetas, borracha, calculadora, etc. Deixe os outros livros guardados, e só pegue quando precisar. Outra dica importante é deixar o celular fora de alcance. Se você tem o hábito de estudar com o celular ao lado, é bem difícil resistir à tentação de dar uma olhadinha nos aplicativos ou responder uma mensagem no WhatsApp, e isso pode desviar sua atenção por algumas horas. Desconecte-se durante o horário de estudos e faça pequenas pausas de 15 minutos para ver suas atualizações, se julgar necessário.

Metas diárias

Sempre batemos nesta tecla quando o assunto é produtividade: é preciso estabelecer seus objetivos para aumentar seu foco. Um sistema de metas é perfeito para medir resultados e manter sua atenção no que é realmente importante.

Antes de pegar os livros, delimite o seu campo de estudos: quais tópicos serão vistos, e durante quanto tempo? Qual exercício deve fazer após a leitura para fixar a aprendizagem? Com tudo isso definido, fica bem mais fácil organizar seu tempo, e ao final do dia, se tiver completado todas as tarefas, você terá uma ótima sensação de dever cumprido, e pode até criar um sistema de recompensas para se manter motivado.

Visualize o conteúdo

Uma das técnicas de aprendizagem aplicadas pela Gladys Mariotto está muito ligada à visualização de imagens. Para absorver melhor o conteúdo da leitura, ela recomenda que o aluno desenhe diagramas, crie colagens, cole post-its, faça desenhos e outros atalhos visuais que chamam atenção, e ajudam seu cérebro a visualizar a informação de maneira mais concreta.

Vale abusar da criatividade, e usar canetas de cores diferentes para separar dados, colar adesivos destacando as páginas e caprichar na letra! Invista nos recursos que mais capturem a sua atenção. A Gladys, por exemplo, costumava escrever informações importantes em letras miúdas, mais difíceis de ler, para segundo ela, não deixar o cérebro ficar "preguiçoso".

Dica de ouro

Independente de qualquer técnica infalível, o mais importante é encontrar a que mais funciona para você! Teste todas as dicas e não se preocupe se os resultados estiverem aparecendo lentamente, pois este é um trabalho a longo prazo.

Desafie seu cérebro! Sempre que estiver confortável com seu nível de entendimento da matéria, ou sentir que está estudando em "piloto automático", aumente o nível de dificuldade. Já ouviu falar em neuroplasticidade? Este conceito se refere à capacidade do sistema nervoso de se reorganizar, adaptar-se a mudanças e se desenvolver quando é exposto a novos estímulos. Isso significa que você pode desenvolver suas habilidades cognitivas, como memória e concentração. Existem muitos apps que propõe atividades divertidas para te ajudar nesse aspecto: dá uma olhada no Lumosity e no Fit Brains.

Gostou do artigo? Inspire-se na história de sucesso da Gladys, e mãos à obra!

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